Após repercussão das imagens onde Policiais Militares do grupo especial de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) aparecem cantando e comemorando em frente a uma delegacia onde quatro policiais foram liberados após acusação de estupro, um inquérito policial será instaurado para investigar a conduta da guarnição. Isso porque de acordo com o promotor militar Armando Brasil, é necessário apurar o suposto crime de apologia ao crime.

Em entrevista exclusiva ao Portal Roma News, o promotor, informou que vai determinar a instauração de inquérito Policial Militar. “Precisamos apurar suposto crime de apologia ao crime por parte dessa guarnição da Rotam, uma vez que estão falando palavras que exaltam o crime como: “se bater de frente vão ficar com a cara inchada! ”. Comentou.

Ainda de acordo com o  promotor, os policiais terão que explicar a apologia ao Inquérito Policial Militar (IPM). Ele afirmou ainda que pode afastar a guarnição. “Vou analisar a possibilidade de pedir o afastamento de toda essa guarnição da Rotam”. Finalizou.

Nas imagens citadas, uma guarnição militar aparece cantando palavras de ordem como: “Uh, ah-há, o terror vai começar” em seguida cantam. “Ninguém gosta da gente, a marca da Rotam, incha olho e quebra dente, e se bater de frente vai ficar com a cara inchada”

Em outras imagens, sinalizadores, fumaça e uma bandeira com o símbolo da Ronda Ostensiva passeiam por entre os militares durante a ação.

ENTENDA O CASO

Imagens gravadas no final da manhã desta sexta-feira, 19, mostraram a comemoração de uma guarnição de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) realizando gritos de guerra após a liberação dos quatro policiais militares presos acusados de estuprar e torturar uma jovem, de 18 anos, dentro de sua casa em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.

Os quarto policiais militares presos acusados de estuprar e torturar uma jovem, de 18 anos, dentro de sua casa em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém em julho deste ano, tiveram a liberdade concedida pela justiça paraense na manhã desta sexta-feira, 19. Em conversa com o promotor de justiça militar do Pará, Armando Brasil, ele explicou que apesar da prisão preventiva dos policiais ser revogada, o processo segue em aberto e nenhum deles foi inocentado. “Eles estão soltos, mas podem vir a ser presos caso sejam condenados pela prática dos crimes de estupro e tortura ou mesmo se descumprirem as medidas cautelares da prisão preventiva”, afirmou.

Os três policias tiveram sua prisão preventiva decretada em setembro e o processo corre em segredo de justiça

Fonte: Roma News
Foto: Reprodução