O governo norte-americano encomendou 200 milhões de doses extras da vacina contra a covid-19 produzida pelos laboratórios da Pfizer/BioNTech, além de abrir a opção de compra para novas versões do imunizante que sejam eficazes contra as variantes do coronavírus — informou hoje a Pfizer.

Com estas doses complementares, o pedido total dos Estados Unidos até o momento chega a 500 milhões de doses, acrescentou a empresa, em um comunicado.

Do total de doses da nova ordem de compra, 110 milhões serão entregues até 31 de dezembro deste ano, e as 90 milhões restantes, até 30 de abril de 2022.

Os Estados Unidos também abriram uma opção de compra para uma próxima versão da vacina que “leve em consideração possíveis variantes”, assim como novas formulações que “estejam disponíveis e autorizadas” pelas autoridades sanitárias, especificou o laboratório.

No início de julho, a aliança Pfizer/BioNTech informou que planeja solicitar, “nas próximas semanas”, autorização para uma terceira dose de sua vacina, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, após “resultados animadores” sobre o aumento da eficácia da imunização.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos reagiram com cautela, declarando que as pessoas “que já tiverem sido totalmente imunizadas não precisam de reforço neste momento”.

Disseram, no entanto, que estão prontos “para administrar doses de reforço, quando a ciência tiver demonstrado que são necessárias”.

Originária da Índia e a mais contagiosa desde o início da pandemia, a variante delta está se espalhando pelo mundo e causando um aumento considerável do número de casos.

 

Rússia promete resolver atrasos no fornecimento da Sputnik V à Argentina

Lote de Sputnik V - Reprodução/Divulgação

O Kremlin disse hoje que a Rússia resolverá os atrasos nas entregas da vacina Sputnik V, contra a covid-19, para a Argentina, mas que sua prioridade é atender a demanda interna.

A Argentina, um dos primeiros países a usar a Sputnik V amplamente, reclamou que os atrasos na chegada das segundas doses estão impedindo o progresso da campanha de vacinação no país.

 

Fonte: UOL
Foto: Claudia Castelo Branco/UOL