Os 11 mil lugares estarão vazios. No retorno das Olimpíadas a Tóquio, a pandemia de coronavírus vai impedir que o público tenha a chance de ver de perto o judô em seu maior santuário. Palco da estreia do esporte em Jogos Olímpicos, em 1964, o Budokan voltará a sediar a disputa por medalhas nesta edição.

Considerado o grande templo do judô mundial, o Budokan ainda não está pronto para as Olimpíadas. O local ainda

 passa por acertos. O tatame, por exemplo, ainda não foi instalado.

No entorno, técnicos e engenheiros ainda finalizam o cabeamento e a instalação da rede de internet e de câmeras. Funcionários também ajeitam a iluminação do teto, inspirado no Monte Fuji, para a competição.

O Budokan foi construído para as Olimpíadas de 1964, quando o judô estreou no programa olímpico. Desde então, porém, abriu espaço para outros esportes, como no Mundial de Vôlei feminino de 1967. Também foi palco do primeiro show dos Beatles no Japão, em 1966, além de receber outros grandes nomes da música, como Queen, Beyoncé e Bob Dylan, entre outros.

Em 2019, o local foi palco de um dos eventos-teste para as Olimpíadas de Tóquio. O Mundial de judô recebeu alguns dos principais nomes do esporte antes dos Jogos. O Brasil deixou a competição com três medalhas de bronze: Rafaela Silva, Mayra Aguiar e na equipe mista.

O Budokan abre suas portas para o judô olímpico no dia 24 de julho. A competição em Tóquio seguirá até o dia 31. Entre as principais apostas de medalha para o Brasil, Mayra Aguiar, Maria Suellen Althman, Ketleyn Quadros, Rafael Silva e na disputa por equipes.

Budokan ainda está sendo preparado para as Olimpíadas — Foto: João Gabriel Rodrigues

Beatles tocam no Budokan em 1966 — Foto: Getty Images

Budokan, sede do judô nas Olimpíadas de Tóquio — Foto: Getty Images

Fonte: G1
Foto: Getty Images