O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, pediu à Rússia nesta terça-feira (13) que retire os soldados que Moscou teria enviado à fronteira com a Ucrânia.

Na segunda-feira, a Ucrânia acusou a Rússia de ignorar seu pedido de diálogo entre os presidentes dos dois países a respeito de uma mobilização de soldados russos perto da fronteira.

O chanceler ucraniano, Dmytro Kuleba, voou a Bruxelas para conversar com Stoltenberg.

“Nas últimas semanas, a Rússia enviou milhares de tropas prontas para o combate às fronteiras da Ucrânia, o maior ajuntamento de tropas russas desde a anexação ilegal da Crimeia em 2014”, disse Stoltenberg.

“A Rússia precisa encerrar esta mobilização militar dentro e nos arredores da Ucrânia, parar com suas provocações e recuar imediatamente“, disse ele em uma coletiva de imprensa com Kuleba, que disse que Kiev quer uma solução diplomática.

A Ucrânia e a Rússia se acusam mutuamente pela piora da situação em Donbass, região do leste onde tropas ucranianas enfrentam forças apoiadas pela Rússia em um conflito que a Ucrânia disse já ter matado 14 mil pessoas desde 2014.

O Ocidente expressou preocupação nas últimas semanas com uma grande mobilização de forças russas perto da fronteira leste da Ucrânia e na Crimeia.

 

Resposta russa

A diplomacia russa respondeu nesta terça-feira. Segundo os russos, a Otan e os Estados Unidos estão transformando a Ucrânia em um “barril de pólvora” ao apoiar este país, palco de um conflito com separatistas pró-russos e que acusa Moscou de reunir tropas em suas fronteiras.

“O volume da ajuda (militar) aumenta. Os Estados Unidos e outros países da Otan transformam a Ucrânia, de maneira consciente, em um barril de pólvora”, acusou o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Riabkov, citado por agências de notícias russas.

 

Fonte: G1.com
Foto: Oleksandr Klymenko/Reuters