Em uma tentativa de contribuir para frear a Covid-19, a Alemanha e a Itália anunciaram nesta terça-feira (30) que vão adotar políticas mais restritivas para viajantes nos próximos dias.

Israel, onde cerca de metade da população já recebeu duas doses de vacina, decidiu reabrir as fronteiras com o Egito.

A Alemanha vai pedir às pessoas que atravessam suas fronteiras terrestres que apresentem testes de Covid-19. Haverá uma atenção especial para os viajantes procedentes da França, Dinamarca e Polônia.

Segundo Horst Seehofer, o ministro do Interior, o controle será feito de forma aleatória, após a entrada no território alemão.

 

Quarentena na Itália

A Itália vai impor uma quarentena de cinco dias para todos os viajantes procedentes da União Europeia.

Todas as pessoas que entrarem no país serão submetidas a exames de Covid antes de viajar. Ao final da quarentena, deverão passar por outro diagnóstico. A medida já estava em vigor para pessoas de países que não pertencem ao bloco.

A maior parte da Itália está sob restrições severas atualmente para frear a onda de contágios, com o fechamento de cafés, bares e restaurantes, além de viagens limitadas.

Toda a Itália foi classificada como zona “vermelha”, de alto risco, durante o fim de semana de Páscoa, que começa no sábado e termina na segunda-feira.

A pandemia matou mais de 108.000 pessoas na Itália, de acordo com o ministério da Saúde.

 

Reabertura de fronteiras em Israel

Israel abriu, nesta terça-feira (30), seu posto fronteiriço com o Egito, que estava fechado desde o início da pandemia, em março de 2020.

Com isso, os israelenses poderão viajar ao Egito durante a Páscoa judaica (todos os anos, muitos israelenses viajam para a península egípcia nesse feriado.

Até o dia 12 de abril, 300 pessoas vacinadas, ou que já tenham tido Covid-19, poderão cruzar o terminal de Taba, apenas a pé, para ir ao Sinai.

Também será necessário um teste negativo de PCR de menos de 72 horas para qualquer pessoa que deseje cruzar a fronteira.

Há várias semanas, Israel registra uma queda no impacto epidemiológico da doença, graças, sobretudo, a uma campanha de vacinação em massa iniciada em 19 de dezembro.

Mais da metade dos 9,2 milhões de israelenses foram vacinados com doses da Pfizer. Com isso, Israel sai, progressivamente, desde o início de fevereiro, de seu terceiro confinamento.

A taxa de contágios da população vem caindo desde então. Na segunda-feira, situava-se em 1,2%, contra em torno de 6% no final de fevereiro, de acordo com o Ministério da Saúde.

 

Fonte: G1.com
Foto: Corinna Kern/Reuters