Muitos clássicos possuem personagens improváveis, alguns até saindo do banco de reservas para mudar a história do jogo. E isso aconteceu no primeiro Re-Pa da final do Campeonato Paraense, no qual o Paysandu levou a melhor sobre o Remo.

O Papão perdia por 1 a 0, quando Netinho entrou aos 40 minutos da etapa final. Em seu primeiro lance, uma assistência para o golaço de bicicleta do atacante Uilliam. Três minutos depois, o lateral-direito aproveitou a sobra e virou o placar para os bicolores.

– Foi um momento emocionante, senti falta da torcida neste momento. A torcida do Paysandu é bem especial e marcante, mas com certeza foi um momento diferente para mim. Aproveitar essa oportunidade de fazer gol e dar uma assistência mexe um pouco com o emocional – comenta Netinho.

O triunfo Alviceleste veio no momento em que a equipa vinha sendo bastante cobrada por parte da torcida por melhores resultados. Para o lateral, a vitória no clássico não alivia a pressão, mas dá confiança ao elenco.

– Nosso trabalho tem sido bastante contestado pelos resultados. O Paysandu é um time grande, de muita tradição, então é sempre duro um resultado negativo aqui dentro. Um resultado como esse, expressivo, numa final contra o maior rival, não dá uma aliviada porque não tem nada ganho, tem mais 90 minutos de um jogo muito duro, mas nos dá uma confiança maior para que possamos executar o nosso melhor no domingo.

Netinho foi o herói bicolor no primeiro Re-Pa da decisão do Parazão — Foto: Jorge Luiz/Ascom Paysandu

“Tem sido um ano difícil para mim. Passei por algumas lesões, por uma adaptação um pouco mais longa por ter vindo de um futebol totalmente diferente… Não estou confortável no banco, mas estou feliz em fazer parte do elenco do Paysandu”, ressalta Netinho.

Mesmo com a vantagem no confronto, Netinho sabe que serão mais 90 minutos de um jogo difícil contra o maior rival. Ele ainda lembra afala do técnico rival sobre como os azulinos devem ir a campo no domingo.

– Clássico é clássico, todo mundo entra com sangue nos olhos, entra com vontade de vencer, ainda mais se tratando de uma final de Campeonato Paraense de um ano difícil que temos vivido. O treinador deles enfatizou que eles vão “mordidos”, óbvio, eles perderam o jogo, mas clássico é clássico. Os dois clubes vêm da mesma forma que entraram para esse último, dentro de suas capacidades e estilo de jogo, mas a vontade e a determinação serão as mesmas.

Fonte: G1
Foto: Jorge Luiz/Paysandu